Na tarde desta terça-feira (28), o Governo de Pernambuco, através da
Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e da Executiva de
Direitos Humanos (SEDH), realizou um Seminário Estadual sobre
Intolerância e Violência Religiosa. O evento foi aberto ao público e
teve como objetivo promover o debate sobre o respeito à diversidade
religiosa e a laicidade do Estado segundo rege a Constituição Brasileira
de 1988.
A Gerente Geral de Promoção e Defesa
dos Direitos Humanos, Ana Gusmão, ressaltou a importância do debate e o
papel do poder público no combate à intolerância religiosa. “À medida
que fazemos parte da Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos
nós precisamos prezar por esse diálogo. Temos o papel de promover a
igualdade entre todos os credos, crenças e religiões” destaca
“Acredito que movimentos como esses
sejam uma oportunidade que os gestores têm de terem acesso a demanda,
num momento histórico como esse, quando o estado brasileiro admite a
problemática pela primeira vez, a importância é enorme, porque a partir
daí podemos traçar alguma metas”, explica Tiago Nagô, advogado e
consultor em Antropologia Religiosa.
Além da Gerente de Promoção e Defesa
dos Direitos Humanos e do Advogado e consultor em Antropologia
Religiosa, também estiveram presentes: Eduardo Figueiredo, Secretário
Executivo de Direitos Humanos, e Roberto Franca, Secretário Executivo de
Articulação da Casa Civil, Juliana Cintia, pesquisadora da área de
Antropologia da Religião, e Andréa Guimarães, consultora do Ministério
dos Direitos Humanos (MDH).
De acordo com Franca, ainda há um
fundamentalismo muito grande na sociedade, sobretudo nas religiões
monoteístas, onde existe a concepção de que só existe um único Deus. “O
fato causa a intolerância, porque não se tem o respeito pelos deuses das
outras pessoas. É fácil afirmar a nossa posição, mas a preocupação deve
ser como trabalhar essa questão para que a intolerância não prevaleça”
acrescenta.

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