![]() |
| Foto: Roberto Soares/Alepe |
Cynthia Morato
Assessora de Comunicação
Deputado Romário Dias
Deputado Romário Dias
Citando
fatos históricos de Pernambuco, o deputado estadual Romário Dias (PSD)
falou sobre a Operação Torrentes, da Polícia Federal, deflagrada no
último dia 9 para investigar o suposto desvio de recursos públicos. Em
entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, na última terça-feira (14), o
parlamentar relembrou ao menos dois casos em que houve acusações contra
políticos que, depois, provaram-se ser inverídicas.
“Comecei
minha vida pública com Moura Cavalcanti e me lembro bem que em 1975,
quando houve a cheia, Joaquim Francisco e Gustavo Krause, que na época
eram secretários, foram acusados de desviar recursos. O que depois ficou
provado que nunca ocorreu. Já como presidente da Assembleia
Legislativa, no início dos anos 2000, eu coloquei para votação na Casa
as contas de Miguel Arraes, com o caso dos precatórios. Nós absolvemos
Dr. Arraes e, depois, o STF também absolveu”, detalhou.
Ainda
de acordo com o deputado, as denúncias devem, sim, ser apuradas com
rigor, porém é preciso cautela com os pré-julgamentos e as acusações
antecipadas. “Vamos analisar e verificar tudo, mas a pessoa deve ter
cautela. Esse negócio de procurar culpado a todo custo é muito errado”,
explicou.
Mas
Dias garante que o governador Paulo Câmara “não vai colocar panos
mornos em nada”. “O governador quer que se apure mesmo (a denúncia) e
que os culpados sejam punidos com o rigor da lei. Fui conselheiro do
Tribunal de Contas e Paulo Câmara, na época, era auditor. Um auditor
muito rígido na análise das contas públicas de prefeituras, do Estado e
de órgãos públicos, então, ele sabe como fazer (a apuração)”.
ESPETACULARIZAÇÃO
A
forma como a operação foi conduzida pela Polícia Federal, no entanto,
foi criticada pelo deputado tanto durante a entrevista à Rádio Folha
quanto em pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa, na última
segunda (13). Para Dias, a utilização de um grande efetivo, um
helicóptero e a presença de policiais fortemente armados e com máscaras
na frente do Palácio do Campo das Princesas foi desnecessária.
“A
Polícia Federal tem todo o respeito e respaldo da sociedade e é um
órgão sério que vem enfrentando com toda dureza o combate à corrupção,
mas não precisava de todo o espetáculo que houve em Pernambuco.
Provocando, inclusive, uma despesa desnecessária para a instituição”,
disse.
Ainda
segundo Dias, “o espetáculo que foi feito denegriu a imagem do
pernambucano”.“Essa espetacularização não atingiu o governador, mas
todos os pernambucanos.
Ficamos todos abismados com a forma como a
operação foi conduzida, parecia que íamos entrar numa guerra”, concluiu.

Nenhum comentário:
Postar um comentário