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| Magrão não merece o elenco atual do Sport. (Foto: Santos) |
por José Henrique Mota
Magrão e Buffon: duas lendas
Não basta o iminente rebaixamento do Sport para a segunda divisão do
campeonato brasileiro, em uma campanha que não tem poupado nem Magrão, a
Itália selou seu destino como a única seleção campeã do mundo ausente
da Copa da Rússia.
Magrão e Buffon, ícones debaixo das barras, passam, neste fim de ano,
por algo que eles não mereciam. Em proporções diferentes ambos são
referências no que fazem e se o primeiro é um dos (talvez O) maiores
ídolos da história do Sport Recife, o segundo é mais do que o próprio
nome.
Buffon não merecia ficar fora da Copa, assim como Magrão não merecia o
rebaixamento. O italiano fez história na Juventus com mais de 630 jogos
com a camisa da Velha Senhora; algo semelhante ao arqueiro do time
pernambucano, que tem 676 partidas.
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| Buffon se despediu da seleção italiana e não vai para a Rússia. (Foto:Daily Mirror) |
De campeão mundial em 2006, no seu auge pela seleção, até a eliminação
de ontem, Buffon fez mais que história, ele virou história e referência
quando o assunto é excelência nas traves. Ao mesmo tempo é o reflexo da
falta de renovação do time italiano, algo muito responsável pela pífia
campanha nas eliminatórias europeias. Não é um caso isolado; Dino Zoff e
Walter Zenga ficaram anos no gol da Itália. Buffon, não disputará sua
sexta Copa.
A longevidade pesa, também em Magrão. Aos 40 anos já não vive a plena
forma e isso lhe trouxe algumas falhas, sendo a mais grave no jogo
contra o Botafogo, mas nada que arranhe a imagem do ídolo que a torcida
tem.
A vida não é justa, tampouco o futebol. No apagar das luzes para duas
grandes figuras do futebol, o fim não parece trazer a grande glória que
se vê no filme, mas a história, o exemplo e admiração que eles
representam talvez valham mais que todos os troféus!


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