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| Compesa vai assentar três quilômetros de tubulações dentro da cidade até janeiro de 2018; escavações começaram na Avenida Ézio Araújo |
Mesmo enfrentando dificuldades
financeiras, as obras da Adutora do Agreste começam a entrar na área
urbana de Pesqueira, região do Agreste Central. As intervenções
iniciaram na cidade com uma frente de trabalho para o assentamento de
tubulações na Avenida Ézio Araújo, no bairro da Baixa Grande. Ao todo,
serão implantados quase três quilômetros de adutora (400 a 500
milímetros de diâmetro) dentro da cidade até janeiro do próximo ano.
As
escavações seguirão pela Rua Alonso Cavalcanti Maciel e depois pela
PE-219, sentido Cimbres. Pesqueira será um dos primeiros municípios do
Agreste que receberão água da Transposição do Rio São Francisco graças à
Adutora do Moxotó, outra obra estruturadora que está em andamento e vai
antecipar a chegada da água do Canal do Eixo Leste da Transposição na
Estação de Tratamento de Água, em Arcoverde.
Nesta unidade, o sistema
será interligado à Adutora do Agreste, e de lá a água será transportada
para Pesqueira e outras oito cidades da região.
Dos 70 quilômetros de extensão da
Adutora do Moxotó, 55 quilômetros já estão prontos. “Estamos preocupados
com o término da Adutora do Moxotó.
A água teria condições de chegar em
Arcoverde ainda neste ano mas, por falta da liberação de recursos por
parte do governo federal, é bem possível que a obra não fique pronta em
dezembro, como gostaríamos”, informa o presidente da Compesa, Roberto
Tavares, lembrando que esse empreendimento foi a alternativa encontrada
pela companhia, a pedido do governador Paulo Câmara, para permitir que a
água do São Francisco abasteça Arcoverde, Pesqueira, Alagoinha,
Venturosa, Pedra, Sanharó, Belo Jardim, Tacaimbó, São Bento do Una e São
Caetano. A Adutora do Moxotó foi projetada para transportar uma vazão
de 450 litros de água, por segundo.
Até o momento, já foram construídos
405 quilômetros da Adutora do Agreste e mais de R$ 700 milhões
investidos somente na primeira etapa da obra, que iniciou em 2013 e vai
beneficiar 23 municípios.
A segunda etapa do projeto ainda não foi
conveniada e atenderá os outros 45 municípios da região. “Essa obra será
a redenção para todo Agreste, região de muitos desafios e com o pior
balanço hídrico do país.
O Governo Paulo Câmara está preparando uma
estrutura hídrica em Pernambuco para que tenhamos resiliência, e possa
deixar para o futuro uma estrutura que dependa cada vez menos do regime
de chuvas”, explica Roberto Tavares.
Hoje, a obra está com 14 frentes de
trabalho simultâneas atuando nos sete lotes do empreendimento. A
expectativa da Compesa era que o governo federal fizesse o repasse de R$
360 milhões, neste ano, mas até agora a Adutora do Agreste só recebeu
R$ 67,6 milhões, o menor repasse anual desde o início das obras.

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